Segunda-feira, 26 de Março de 2012

À deriva

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

À DERIVA

 

Nunca fui navio,
Apenas me deram este casco

Com que ando à deriva

Com rombos na proa,

Na popa,

No porão, que é meu coração,

Rombos a bombordo,

A estibordo

E sou levado por ventos em toda a direcção,

Pelas ondas,

Aporto onde calhar,

Porque não tenho casa de máquinas,

Nem mastros com altas velas

Para bom navegar!

Não,

Não me podem chamar navio,

Sou só casca de noz

A navegar num mar de terra
Onde no seu pó se enterra.

 

Se me quereis chamar navio,

Então pegai num casco e num mastro,

Içai uma vela

E acendam um pavio.

Então,

Talvez possais pôr-me a navegar

No mar da vossa imaginação,

À deriva!

Sem definido porto para aportar!

               Silvino Figueiredo

         (figas de saint Pierre de lá-buraque)

Publicada por Galeria Vieira Portuense em 04:08

Etiquetas: SILVINO FIGUEIREDO (O Figas)

publicado por figas às 21:37
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