Sábado, 15 de Junho de 2013

Poema roto, cum corpo por onde entra um arco-íris

POEMA ROTO, DUM CORPO
POR ONDE ENTRA UM ARCO-ÍRIS!

O tecido do tempo, que me cobre,
Está rompido
Pelo roçar das esquinas do tempo
Por ele passado;
Asperezas de esquinas de inverno,
Escaldões de verão
Insónias de luares
Excesso de doçuras primaveris!

No tecido, do tempo que me cobre
Há buracos por onde me entram estrelas,
Luares de lua cheia,
Brisas suaves e doces de mares!

Tecido velho,
Que há muito tempo me cobre!
Novo não há quem me deia,
E o velho me descobre!
Nele, rasgões de ilusões passadas,
Esperanças perdidas,
Nódoas nunca tiradas. Nunca saídas!
Porém, o maior rasgão que o tecido tem,
É por onde entra, no meu coração,
O arco-íris das cores que a vida tem;
Vantagem de tecido velho,
Que estando roto, pelo tempo,
Cobre menos por fora,
Mas mostra-me mais por dentro!
………..xxxxxxxxx………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar-PORTUGAL

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publicado por figas às 15:28
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