Sábado, 28 de Setembro de 2013

Névoa

NÉVOA

Duma névoa,
Do céu do tempo infinito,
Surgiu um vulto
Perante os presentes,
Também já de névoas saídos
E a si parecidos!

O vulto tinha um letreiro na testa:
“Poeta”!

Vinha montado numa égua de palavras
Que foram aladas,

Recitadas,
Escouceadas,
Dizendo que da névoa, donde vinha,
Era para lembrar, aos animais racionais
Que as névoas são disformes;
Como as de todos os homens!
E que a eles

Não se aplica a verdade matemática;
De que:
"a soma dos quadrados dos analfabetos

é igual à ciência do quadrado da hipotenusa."

Não, o poeta; um noesis,
Disse que o conhecimento

aumenta quando  à névoa se eleva!

Depois, o poeta,

Na égua das palavras montado,
Foi-se embora!

E agora névoas?
………………….xxxxxxxxxxxxx…………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

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publicado por figas às 17:02
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