Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

ADN

 

 

SOU MOLÉCULA

SOU CÉLULA

SOU GENE

SOU ADN

SOU GNOMO

SOU CROMOSSONA

SOU EMBRIÃO

SOU FETO

SOU BEBÉ

SER QUE RASTEJA

QUE ANDA DE PÉ

ATÉ CHICO ESPERTO

QUE FALA

QUE GESTICULA

SOU EDUCADO

SOU MALCRIADO

SOU POETA

SOU TRETA

SOU TUDO

SEREI NADA

COISA CERTA

                                                     .........XXXXXXXX..........

 

AUTOR: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

Gondomar/Portugal  31/07/04

publicado por figas às 12:38
link do post | comentar | favorito

Cada sílaba canta amor

 

Cada sílaba canta amor

Nas palavras que te digo,

Sussurro-as,

Com ardor,

Amorosas a teu ouvido!

 

Amor,

Amo-te, .....pronto!

Poucas palavras dizem tudo!

O amor torna-me tão tonto,

Que te falo ficando mudo!

 

Se amor tem só duas síllabas

É compensado na acção

Do trabalho das barrigas!

 

Três sílabas tem coração,

Que, calado,

Diz as d’amor, repetidas,

Com muito amor,

Muita paixão!

............xxxxxxxxxxxx..............

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

           (o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

publicado por figas às 12:36
link do post | comentar | favorito

Ouriços e feitiços

OURIÇOS E FEITIÇOS

 

Antes em ouriços;

verdes ventres,

picantes,

sob céu outonal de Portugal  abrem entranhas

e deles saem filhas, as castanhas!

 

Nelas pegamos,

em fogo as embalamos,

douramos

ficam estaladiças,

cantantes!

 

Antes dentro de ouriços,

depois derriços nos magustos

à volta das fogueiras,

onde rapazes e raparigas se queimam

em tempo de S. Martinho,

uns descobrindo feitiços,

outros só ouriços!

 

No ar o pregão de quentes e boas ecoa,

e há provas de vinho!

Que rico S. Martinho!

 

Antes eram castanhas,

Depois dançam nas entranhas!

..............xxxxxxxxxxxxxxxx.........................

Autor: Silvino Figueiredo

7/11/2009

 

publicado por figas às 12:35
link do post | comentar | favorito

Arte de Marte

ARTE DE MARTE

 

Numa exposição de arte,

Há arte posta ao contrário,

Vê-se do artista a parte

Escondida em seu armário!

 

Quando uma obra de arte

Grande beleza encerra,

Há quem a veja de Marte

Ou a ignora na Terra!

 

Os artistas são loucos

Com pés assentes no ar

Entre os normais são poucos

Que fazem milhões voar!

 

A arte não se compreende,

A arte apenas se sente,

Quem diz que d’arte entende

É mais um “artista” que mente!

 

Qualquer obra de arte,

Pintada, lida ou esculpida,

Que nos inquieta ou acalma

É do artista uma parte,

Um manifestação de vida,

Um estado de alma!

 

A Arte! Ai a Arte!

 

Que é que um poeta diz

De toda a arte que o rodeia?:

Diz que qualquer peta do nariz

Pode ser mel.... da colmeia!

...........................xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx..............................

Autor: Silvino Taviera Machado Figueiredo

(figas de saint pierre de lá.buraque)

Gondomar, 31 de Outubro de 2009

publicado por figas às 12:28
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Poema apanhado pelo clima

Eu era para fazer um poema ao tempo,
com boa métrica,
com boa rima,
mas,
infelizmente,
não fui a tempo!

Este tempo faz calor quando não deve,
chove e faz frio quando não devia,
não tem rima certa,
para poemas não serve
nem para fazer poesia,
porque o tempo foi apanhado pelo clima,
que também apanhou o poeta,
que fez esta poesia incerta!
.........xxxxxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar
publicado por figas às 10:14
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Entre a serra e o céu

Entre a serra e o céu
só há o alcance do olhar,
que nunca ninguém o mediu
nem o conseguiu contar!

Entre a serra e o céu
só há montes de imaginação,
entre eles, na minha, digo eu,
há o da nossa "salvação"!

Entre a serra e o céu
há mundos por descobrir
e só lá alguém vive ou viveu.

Mas,
é neste desejo profundo
de descobrir mundos dos outros
que ignoramos nosso mundo!

Se ligássemos menos ao céu,
mas mais às misérias da serra,
então, na minha imaginção,
digo eu,
o Céu desceria à Terra!
......xxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

publicado por figas às 10:06
link do post | comentar | favorito
Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

O POVO DEITOU OS CAMELOS

 

O Povo deitou os  camelos

Da sua consciência

Na Praça Tahrir,

Durante dezoito dias deitados

A dormir ao relento

Até que aurora de liberdade

Entrasse pela praça dentro.

Conseguiu.

 

O opressor foi-se embora,

Os camelos levantaram-se!

 

Agora ficou o aviso

A qualquer faraó

A qualquer algoz

Que no devir

O Povo quer fazer ouvir sua voz

Contra as caravanas da corrupção

Da opressão,

Por mais oásis de liberdade,

Por mais pão.

 

Os camelos levantaram-se

E caminham de pé,

Livres.

 

Nos desertos de liberdade,

Outros camelos

Esperam, sentados,

Com fé.

...............xxxxxxxxxxxx...............

Autor: Silvino Taveira Machado Figueired

Gondomar-Portugal

publicado por figas às 11:48
link do post | comentar | favorito
Sábado, 12 de Fevereiro de 2011

OS CAMELOS LEVANTARAM-SE

Os camelos levantaram-se

 

O Povo deitou os  camelos

Da sua consciência

Na Praça Tahrir,

Durante dezoito dias deitados

A dormir ao relento

Até que aurora de liberdade

Entrasse pela praça dentro.

Conseguiu.

 

O opressor foi-se embora,

Os camelos levantaram-se!

 

Agora ficou o aviso

A qualquer faraó

A qualquer algoz

Que no devir

O Povo quer fazer ouvir sua voz

Contra as caravanas da corrupção

Da opressão,

Por mais oásis de liberdade,

Por mais pão.

 

Os camelos levantaram-se

E caminham de pé,

Livres.

 

Nos desertos de liberdade,

Outros camelos

Esperam sentados,

Com fé.

...............xxxxxxxxxxxx...............

Autor: Silvino Taveira Machado Figueired

Gondomar-Portugal

publicado por figas às 09:51
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Cada um é pró que nasce!

Cada um é pró que nasce!

 

Andamos nós

E outros

A dizer palavras bonitas;

Máscaras que cobrem o rosto da alma

E escondem o que sentimos.

 

Palavras bonitas,

Catitas,

Dão paz,

Acalmam,

Mas no fim de cada poesia,

De cada homilia,

Voltamos a ser os mesmos,

E  “cagamos” no que ouvimos

Ou no que dizemos,

Porque o nosso defeito,

É cada um não se poder fazer,

Porque já se nasce feito

E cada um é pró que nasce!

..............xxxxxxxxxx........................

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

Gondomar

tags:
publicado por figas às 09:30
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Fevereiro 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29


.posts recentes

. Devolvo a palavra

. Caídos no Chão

. Costa:

. Enciclopeidei-o

. Carta para Maria

. Antes que tarde

. Redução do défice

. Copos e mulheres

. PROCESSO DOS VISTOS

. Quando fores pai.

.arquivos

. Fevereiro 2020

. Agosto 2019

. Agosto 2018

. Março 2017

. Maio 2015

. Abril 2015

. Novembro 2014

. Dezembro 2013

. Setembro 2013

. Junho 2013

. Março 2013

. Janeiro 2013

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Junho 2009

. Março 2008

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds