Sábado, 15 de Junho de 2013

Corpo de sentidos perdidos

Corpo de sentidos perdidos!

De uma mulher,
Deitada em qualquer chão
Não se sabe o que ela quer
Sem se lhe passar a mão!
Aí, a matéria pode reagir,
Pode até entrar em erupção
Ou nem tugir nem mugir,
Sem dizer sim nem não!

Corpo, que é só matéria
Só matéria fica
Se dentro dele nada se agita!
Mas, se tal ideia não convém;
Ter só matéria, sem sentidos,
No amor acha-se, por bem,
Só ser amor se perdidos!
…………..xxxxxxxxxx………………….
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
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publicado por figas às 15:27
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Porto procura-se

PORTO.

Não,
não quero uma cidade, só minha,
quero uma cidade de todos,
quero uma cidade feliz,
que além de ser de todos
seja também do seu país,
pois que ela; Porto, é,
afinal, a sua raíz;
raíz de Portugal,
património mundial!
.............xxxxxxxxx...................
Nota: Feito durante uma tertúlia poética,
na "Flor de Infesta", em 17/05/2013
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publicado por figas às 15:25
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Os amigos

Vão partindo;
agora um,
depois outro,
partem para horizontes invisíveis.
Eu, imagino-os.
Vejo-os,
uns acenando,
outros para mim sorrindo,
e eu, à espera no cais de embarque.
Um dia vamo-nos encontrar,
para além do horizonte
e, frente a frente,
teremos muito que conversar.
Por ora,...saudades.
..............xxxxxxxxxxxx...............
Nota: Em homenagem aos meus amigos já partidos.

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publicado por figas às 15:24
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Os poetas


OS POETAS
Os poetas,
Levantam-se,
Fazem ou dizem seus poemas,
De seus dilemas; como temas!

As palavras ferem ou adocicam o ar,
Ouve-se palmas:
Bravo! Muito bem!
Cada um mostra a doçura, o amor
Ou a revolta que dentro de si tem!

Acaba a sessão,
As ovações!
As palavras ficam no ar,
Nas suas variações.

Regressam as calmas
No tempo, que aquece ou arrefece!

Os poemas, foram ditos,
Ficaram, alguns em livros escritos!

A Terra continua girando,
Os poetas sonham de vez em quando!
Que acontece quando escrevem,
E quando dizem seus poemas?
Fica tudo na mesma?!!!
Que faz quem governa?
Que fazem os políticos?
Leem poesia?
Gostam de poesia?
Que pensam dos poetas?
Não é difícil imaginar:
.“Uns lorpas, que se calam com umas sopas”
Porém, os poetas continuam com sua luta,
E respondem :
“Seus filhos da puta”,
E não se importarão, que dizendo seus poemas
E acabados de os declamar,
Em vez de palmas ouçam tiros de canhão
E balas a sibilar!
É o eu estão a precisar!

Não batam palmas.
É difícil ficar nas calmas!
…………xxxxxxxxxxx……………….
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
 
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publicado por figas às 15:23
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Mistério das palavras


MISTÉRIO DAS PALAVRAS.

Mistério das palavras,
Escondidas em corpos,
Por línguas soltadas
E atiradas a rostos!
Palavras
Que incorporam elogios a ditadores
E a democratas!
Palavras para senhores
E para tecnocratas
E para ódios ou amores!

Mistério das palavras;
Gatilhos de paixões,
De revoluções,
Pólvora de armas apontadas
Ou doçuras de corações.
Palavras saídas de corpos
Ficam a bailar no ar;
Seu salão de exibição
E têm esperança de de caírem;
De aterrarem num coração,
E não ficarem tristes palavras,
Só caídas do ar,
Prostradas no chão!

Coitadas das palavras
Nunca de corpos soltadas,
Nunca deles expressão,
Nunca entrarem em qualquer coração!
Coitadas!
Nunca por nenhum corpo,
Por nenhuma língua soltadas.
Coitadas!
Todavia,
No meio de tantas palavras,
Por vezes o silêncio é o mais desejado,
A melhor poesia!

Mistério do silêncio;
O mais ensurdecedor!
Palavras; gatilhos de revoluções;
Doçuras de corações.
………….xxxxxxxxxxx………..
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
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publicado por figas às 15:22
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O ninho de Papi

O ninho do Papi

Tesouras metidas à sebe:
Traque traque, a sebe alinhava,
Que linda ficava, mas,
Eu devia saber, mas não sabia,
Que no meio da sebe, desalinhada,
Um ninho de melros havia!

Com uma simples tesourada,
A sebe levou carecada
E o ninho ficou descoberto, à luz do dia!

Parei o das tesouras o traque traque,
Quase que me deu um baque!

Seria o ninho do Papi?;
Nome a que a um melro minha neta tinha dado
E que andava sempre por ali!
Eu estava desolado,
A medo, do alto da escada, espreitei,
Três filhotes, de bico aberto,
Esfomeados, decerto.
E, agora, com o ninho a descoberto,
Que aconteceria?
Tanto mais que iria chover,
E desgraça certa acontecer!

Até hoje não sei o que aconteceu.
Não quis ver.
 
Sinto alguns remorsos,
Um pouco de culpa!
O Papi, ainda anda por ali!

Minha neta, que de nada sabe,
Quando o vê, diz-me:
-“Avô, avô, olha o Papi, ali!”
-“Sim, estou a ver.”
-“Não devemos fazer mal aos melros”, aconselhei.”
O Papi levantou voo, assobiando!
-“Desculpa, disse eu.”
-“Ó avô, que é que disseste?!
-Estás a falar sozinho?!”
-“Nada Nada.”

Eu, estava a pensar naquela fatal tesourada!
A sebe ficou só meia cortada.
O resto fica para outro dia,
Fiquei a aguardar,
Para ver se o Papi tinha companhia!
………….xxxxxxxxxxx………………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
Nota: Depois de escrever,
com este dia de sol não resisti, fui ver se vida no ninho havia.
Sim. Vou ter companhia.
 O Papi lá estava, a apanhar sol e a aquecer a prol!
Tirei uma fotografia.
Afinal, terei que ter mais milho no quintal,
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publicado por figas às 15:21
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Porto procura-se


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« em: Junho 14, 2013, 18:55:39 »
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Porto procura-se.

O sossego desassossegou-se
E em mim instalou-se!
Logo em mim,
Que estava tão sossegado,
Como barco vazio
Fundeado em sereno lago!
Mas,
Logo que desassossego embarcado,
Meu corpo, como navio,
Começou a baloiçar,
Por mal estivado,
E depois do porto partido
Andou a navegar
Com o sossego desassossegado
No mar do meu país,
Que devia ser para navegar,
Sossegado,
Mas não, meu país
Está quase afundado,
Eu, desassossegado,
Com medo,
De já não encontrar porto
Onde possa desembarcar desassossego,
E voltar ao sossego,
Fundeado num sereno lago.
…………….xxxxxxxxxxxx………..
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
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publicado por figas às 15:18
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Na minha mente um jardim,

NA MINHA MENTE UM JARDIM

 

Na minha mente, um jardim,

Onde, em camas de rede,

Se deitam lembranças de saudades,

Que embalo com meus pensamentos;

Do crescer do menino,

Das travessuras e agruras

E dos pais suas ternuras!

 

Cada vez mais mais saudades embalo

Nos dias que vão passando,

Vendo filhos a crescer.

 

Depois de ter amado,

Ainda em continuado,

Com netos ao meu redor,

Vou acrescentando camas de rede,

Para nelas deitar lembranças,

E faço bonecas de sonhos,

Para lhes fazer companhia!

 

No jardim da minha mente,

Tenho um jardim florido,

Com muitas camas e rede;

Berços para saudades embalar!

 

Vou desfiando sonhos no presente

Enquanto não adormecem

E nas camas, de rede, se vão deitar:

 

Ó ó ó ó. Durmam bem

 

Embalar sonhos,

Embalar saudades faz bem!

……..xxxxxxxxxxx……….

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo

Gondomar

 

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publicado por figas às 15:16
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