Sábado, 28 de Setembro de 2013

Firmeza dum rio, dum porto!

Firmeza dum rio, dum porto!

Rio Douro;
Rio que corre entre paisagem
De pedras e de rochas
Sobre ele alcantiladas!
Destas rochas,
Das pedras do alto Douro,
Descem águas, até ao seu baixo;
Ao seu Porto,
Donde saíram marinheiros,
Levando, como a firmeza das rochas
O querer da alma portuguesa,
Que no Porto tem seu tesouro!

Afinal,
No mundo ninguém tem
Um Rio Douro virado pró mar,
Por onde sai seu Porto
Para em novos mundos navegar!
…………xxxxx…….
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
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Catálogo

Catálogo
 
Tenho imagens de mamar
Tenho imagens de carinho
Tenho fotos de brincar
E fins de tempos de menino!
 
Tenho imagens de adolescência
De muitas brincadeiras no mato
Que me formaram a consciência
Para no mundo ficar apto!
 
Tenho imagens de namoros
E tive um produto final:
Términus de indecoros
Em vida de amor normal!
 
Neste catálogo de imagens
De sentimentos coletânea
Tenho recordações de viagens
Além minha Lusitânia!
 
Não tenho fotos de ilusões
Porque ilusões nunca tive!
Desde ditaduras a eleições
Na mentira sempre se vive!
 
Nada de mim posso oferecer
Nada de mim é destacável
Partes fazem todo o meu ser
E só no todo sou viável!
………xxxx………
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
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Nunca houve tanta e tanto!

Nunca houve tanta gente!

Nunca houve tanto dinheiro
E tanta usura!

Nunca houve tanta tecnologia!
Tanta poesia!
Nunca houve tanta pintura!

Nunca ouve tanta música,
Tantas partituras,
Tantas sinfonias!

Nunca houve tantos artistas
E fadistas!

Nunca houve tantos concertos!

Nunca houve tantas férias!
Tanto descanso!

Nunca houve tanta obesidade!,
Tanta publicidade!

Nunca houve tanta democracia!
Nunca houve tanto tanso!
Nunca houve tanta televisão!
Tanta participação na poluição!
………..xxxxxxx………….
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
 
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Deste Porto

Deste Porto.

Deste porto,
do Porto,
saíram carvavelas
que outros portos foram buscar
levaram saudades em sua velas,
e agora
ei-las aos milhares
vindas a este porto
ao Porto
saudades morando em corpos,
para um Porto provar!

 

Depois
saem barra fora
mas a este porto,
ao Porto
querem voltar,
para saudades matar

 

Bebendo um Porto divinal

bebem da alma de Portugal
........xxxxxxxx.............
Autor: Silvino Figueiredo.

figas de saint pierre de lá-buraque

Gondomar

publicado por figas às 17:04
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A importância da matéria!

A importância da matéria!

Se eu não tivesse olhos não via!
Se não tivesse mãos não tateava
Nem escrevia!

Se não tivesse ouvidos não ouvia!
Se não tivesse olfato não olfatava!
Se não tivesse pernas não andava nem corria!
Se não tivesse boca não comia!

Aqui chegado,
Sinto algo, esquisito!;
É pensar se quando como um bom naco de carne
é mesmo matéria da carne,
de vaca ou boi um bocado do seu espírito!

Quem ama,
Ama a carne ou o espírito?!
Esquisito!

Mas, que coisa banal;
É quando vemos uma boa miúda
E dizemos:
“Ah, que bom material”

Quer-se lá saber do espírito!
Esquisito!
………………xxxxxxxxxxxxxx……………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
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publicado por figas às 17:03
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Névoa

NÉVOA

Duma névoa,
Do céu do tempo infinito,
Surgiu um vulto
Perante os presentes,
Também já de névoas saídos
E a si parecidos!

O vulto tinha um letreiro na testa:
“Poeta”!

Vinha montado numa égua de palavras
Que foram aladas,

Recitadas,
Escouceadas,
Dizendo que da névoa, donde vinha,
Era para lembrar, aos animais racionais
Que as névoas são disformes;
Como as de todos os homens!
E que a eles

Não se aplica a verdade matemática;
De que:
"a soma dos quadrados dos analfabetos

é igual à ciência do quadrado da hipotenusa."

Não, o poeta; um noesis,
Disse que o conhecimento

aumenta quando  à névoa se eleva!

Depois, o poeta,

Na égua das palavras montado,
Foi-se embora!

E agora névoas?
………………….xxxxxxxxxxxxx…………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

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publicado por figas às 17:02
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Variações

Variações!

Num poema está tudo,
Mesmo não estando nada!
Nele a plenitude do sentir;
Do sofrer, do amar
Do odiar,
Da proximidade,
Da saudade,
Da frustração,,
Da exaltação,
Da crítica,
Do onírico,
Do satírico.
Tudo, num poema,
Embora nem sempre na medida certa,
Porém,
No poema nunca está o poeta,
Sempre em parte incerta,
Buscando o tudo,
Sendo nada!
............xxxxxxxxxxxxx....
Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

Gondomar

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publicado por figas às 16:26
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Coração e razão


Coração e razão

Bonito
Ouvir boas palavras,
Doces; ternas;
De doçuras plenas;
De amizade;
De solidariedade
Sobre tristes factos!

Feio
É não ver os atos!

É que,
Infelizmente,
O coração da gente comanda as palavras,
Mas a razão comanda os atos,
Os prós e os contras!

No final,
Ficam só as palavras!
O normal!
……..xxxxxxxxxxx………
Autor:
Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar
 
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Fogo nas almas!

FOGO NAS ALMAS!
No Verão,
Altura do; dos seus espetáculos,
O Inferno monta seu cenário
Com grande boca de cena,
Donde, altas
E compridas línguas de fogo
Devoram revoltados expectadores;
Transformados em atores
Com reais gritos de dores!
Mas a tragédia prossegue!
Quem a impede?

O Inferno é fogo que arde,
Queima, derrete tudo que aparece!
Os anjos querem-no arrefecer
Com baldes de água, de mangueiras
E até com água,
Vinda com asas do céu,
Mas, grande é a boca de cena,
Onde ocorre a tragédia nacional,
Do Inferno em Portugal!
O Inferno tudo condena e mata:
Casas, florestas inteiras,
Bombeiros e bombeiras;
Atores heróis principais
Da tragédia nacional
Deste ano e d’outros mais
Do ver arder Portugal!

No final,
Depois dos anjos
Terem saído de suas camas
E o ”inferno” apagado,
Só ouvem preces e um obrigado!
Não será pouco?

Nosso fogo
na alma fica apagado
ou arde mais um pouco?
………………xxxxxxxxxx…………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-buraque)
Gondomar
Nota: Dedicado aos Bombeiros de Portugal.
(Eu sou sócio dos bombeiros, e tu?)
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Jardim ambulante!


JARDIM AMBULANTE
A poesia é mulher,
Que embala tua alma em seu seio,
Que te ensina a pintar arcos-íris nos céus,
Que te adormece,
Que te acalma
Contando-te contos de fadas pelo meio,
Que te abre caminhos de futuros
E te leva a navegar em águas passadas!

Tu sentas-te à mesa e comes,
Mas é com a poesia que dormes,
Que sonhas com auroras,
Que te põe a sorrir, sem saberes,
Sem quereres!

É assim como que um perfume,
Que anda no ar,
Que cheira muito bem
Sem saber donde vem!
Todavia, o jardim, da poesia
Está sempre por perto!

Põe uma flor poética em teu peito,
E verás que teu corpo,
Com tua alma florida,
Será um jardim ambulante!

A poesia é assim;
Perfume intenso e….. fragrante!
………………xxxxxxxxxxx……………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
publicado por figas às 16:02
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