Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

Vem Diógenes.

Vem Diógenes

Hoje,
não vos trago poesia,
Não vos trago poemas,
Trago-vos:
só a mim e minhas penas!

Eu, já sou um poema,
Com cabeça, troncos e braços,
Com meus pés dar-vos abraços,
Um a cada um de vós,
Avó ou avô,
Mas todos vós já humanas lástimas!

O mundo 
 
 
Já não precisa tanto de mulheres
Ou homens, mas sim só de robôs!
Só números, só máquinas!

Não,
Hoje, não vos trouxe poemas;
 
 
 
Poesia, 
 
 
 
Que rima com amor, 
 
 
Que vem do coração!

Hoje,
Falo da lástima, que será
A poesia feita por robôs,
Com versos de rimas 
 
 
Só assentes na produção!
Produção!
Produção!
Não nos beijos.
Não nos abraços. 
Não no amor, que vem do coração!

Começaram pelos preservativos,
Para evitar ativos,
Agora, queixam-se de poucos filhos!
Porém, os homens,
 
Só querem robôs, 
 
 
 
Muitas máquinas para produção!
 
 
Produção!
 
 
Produção!
Dispensam amor, beijos, 
Braços e abraços
De filhos, pais e avôs!
Vem Diógenes.
Vem procurar Homens;
Tantas lástimas,
 
 
 
No meio de tantas máquinas!
 
 
 
De tantos robôs!
 

…………..xxxxxxxxxx…………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)
Gondomar
publicado por figas às 16:33
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Lugar dos beijos

LUGAR DOS BEIJOS.
 
 
Eu, 
No caminho, que vinha para ti
Despia paisagens com o olhar,
Só procurava o horizonte do encontro,
Onde se erguia a Montanha dos Desejos!

O caminho, para ti, era longo!
Mas eu sabia cada estrada,
Cada curva, cada lomba!

 

De muitas luas foi minha ausência,
Mas, finalmente, cheguei
Para uma estadia
longa!

Encontrámo-nos nos beijos,
Gastámos respirações
A
colar corações,
O jantar arrefeceu!
Comemos saudades,
no lugar dos beijos;
boa sala de jantar
………… e de estar,
onde o partir pode esperar!
Autor:
Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Gondomar
publicado por figas às 16:09
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Pai-Natal, resgatado! (continho de natal)

Pai-Natal resgatado!
-Madrinha, não quero passar mais por aqui
-Porquê?
Olha para aquele Pai-Natal, ali, naquela árvore. Parece que está esganado!
-Não. São as pessoas, que contentes, põem o Pai-Natal cá fora, para outros verem a alegria que lhes vai por dentro!
-Mas, não era melhor que ele ficasse dentro de casa? Não, não quero mais passar por aqui. Coitado do Pai-Natal. As pessoas dentro de casa, mas o Pai-Natal, na rua! dependurado nas janelas, portas e até nas árvores! Este até parece que está esganado!
-Deixa lá. Nós não fazemos isso. Vamos. Vamos pra casa que tua mãe tem lá o Pai-Natal, bem agasalhado!
Quando teve a oportunidade, a madrinha do menino falou com os donos da casa, em frente à árvore, onde estava o Pai-Natal e pediu:
-Olhem. O meu afilhado diz que não quer passar mais por aqui, tem medo, porque não gosta de ver aquele Pai-Natal naquela árvore. Diz que está esganado.
As pessoas da casa foram compreensivas, porque realmente constataram o paradoxo da festa natalícia, que pretende ser quente de paz e amor, mas um dos seus símbolos dessa festa; o Pai-Natal, passar as noites fora, ao relento, a enregelar!
Quando , novamente, lá passou, o menino verificou que o Pai-Natal já não estava dependurado na árvore! Alguém, vindo da casa, saiu à rua e convidou o menino e sua madrinha a entrarem. O Pai-Natal, que tinha passado uns dias dependurado na árvore, estava agora mais bem parecido e com um olhar feliz, sorridente contente! Pediram desculpa ao menino, que feliz, depois continuou seu caminho, na companhia de sua madrinha, até casa de sua mãe.
Uma surpresa aguardava-o. Os donos da casa, que sabiam onde a mãe do menino morava, falaram sobre o que se tinha passado e combinaram a surpresa.
Assim, quando o menino chegou a casa, para surpresa sua, viu uma prenda junto à árvore de Natal, que sua mãe já tinha feito.
-É para mim? Perguntou o menino
-É.
-Quem trouxe?
-Está aí um bilhete. Lê.
-Ó mãe. Eu ainda não sei ler.
-Então eu leio.
“Para um lindo menino, que arranjou maneira de eu sair da árvore e ficar dentro duma casa. Ainda vou ver se te arranjo mais alguma coisa. Tu mereces. Pai Natal, resgatado.Obrigado”

Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo.
Gondomar.

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publicado por figas às 16:06
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