Segunda-feira, 26 de Março de 2012

Ao Cássio de Mello

 

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

AO CÁSSIO MELLO

 

 

Dos seus sonhos,

Nos seus intervalos,

Desenhava-os,

Retratava-vos,

Pintava cavalos

E leopardos

E dava-lhes,

Na sua mente,

Imensa pradaria,

Onde a liberdade passeava,

E em cada quadro

Dava-lhes movimento!

 

Era pintor,

Animais gostava de pintar,

Neles resplandecendo a cor!

E nele, por eles,

Brilhava seu amor!

 

Aos homens dava sua compreensão,

Porque, nem sempre,

Nobre e livres,

Como cavalos e leopardos são!

Apenas pardos!

 

Agora, que da vida partiste,

Cavalos e leopardos,

Por momentos, ficarão parados,

Em reflexão, depois,

Na imensa pradaria da vida

Livres correrão,

Até que, alguém, tão bem como tu,

Retrate sua liberdade em quadros.

 

Tu podes descansar, em paz,

Nos arco-iris das cores,

Onde tua alma jaz.

 

Autor:Silvino Figueiredo

o figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

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Setembro, outra vez!

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

SETEMBRO, OUTRA VEZ!

 

 


Este mês é Setembro, outra vez!
D'outros Setembros já não me lembro,
Mas, a este Setembro chegado
Estou eu, nele embarcado,
Neste navio do tempo, sem dono,
Mas com rumo ao seu destino;
Caminho do Outono, n avegando
E pirateando a beleza dos verdes,
Os castanhos, os dourados
E, ao porto do destino chegado,
Depois de recolhido o viço do Verão,
Descarrega a melancolia da Natureza,
Despida, e tudo fica no chão!
A Natureza prepara-se para a letargia do sono

E cobre-se com o manto branco do Inverno,

Até nova Primavera renascida; Nova vida em pleno!
Ao cais do tempo chega sempre o barco de Setembro, Neste estou embarcado, doutros não me lembro,

Mas, todos os meses me trouxeram até aqui,

Porém, não sei qual deles me leva,

Estou no cais, à espera!

..............................xxxxxxxxxxx..........................................
Autor: (o figas de saint pierre de lá-buraque) Gondomar
declamado por Maria Lourdes dos Anjos

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Depois de mim?

 

Quarta-feira, 21 de Setembro de 2011

DEPOIS DE MIM ?

 

 

Que me interessa o depois de mim ?

Por mim nada,

Cá já não estarei,

Mas por outros sim,

Que por eles me inspirei!

 

Depois de mim haverá risos de crianças,

Amor,

Eternas esperanças num mundo melhor!

 

Depois de mim mares beijarão praias,

O Sol continuará a brilhar,

Noites terão seu luar, 

Homens sonharão com saias!

Já fui criança, de permanente desejar.

Tive um antes de mim,

Um antes de mim houve,

Que eu não soube,

Mas o que eu desejo,

Depois de mim,

É um mundo sempre melhor,

Para pior basta assim!

 

Que o mundo seja melhor

Depois de mim!

 

Silvino Figueiredo

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publicado por figas às 21:40
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Outono; Avenida da Serenidade

 

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011

OUTONO; AVENIDA DA SERENIDADE!

 

 

OUTONO; AVENIDA DA SERENIDADE!

 

No prédio do tempo,

O ano tem um apartamento;

Um tê quatro

E nele o Outono um quarto,

Cuja janela dá para a Avenida da Serenidade

E nela vê folhas,

Feitas lágrimas, caindo no chão

Em melancólico e operático bailado

Com marcas do Verão passado!

 

O Outono,

À janela do seu quarto,

No apartamento do tempo,

Contempla a sua própria aguarela;

Crianças, jovens, e de meia-idade,

Passeiam, suavemente,

Na Avenida da Serenidade,

Até à chegada do Inverno

Que é quando o Outono recolhe sua aguarela

E fecha a janela,

Vendo,

Entre frestas das persianas,

O Inverno a varrer a Avenida da serenidade.

 

Quando possível, o Outono dá alegria à Avenida

Com um pouco de Verão, antes por si guardado,

Enquanto espera pela sua amiga Primavera!

Que lhe traga um ramo de rosas,

Para seu quarto ficar perfumado!

…………..xxxxxxxx…………

Autor:  Silvino Figueiredo

 (figas de saint Pierre de lá-buraque)

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publicado por figas às 21:38
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À deriva

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011

À DERIVA

 

Nunca fui navio,
Apenas me deram este casco

Com que ando à deriva

Com rombos na proa,

Na popa,

No porão, que é meu coração,

Rombos a bombordo,

A estibordo

E sou levado por ventos em toda a direcção,

Pelas ondas,

Aporto onde calhar,

Porque não tenho casa de máquinas,

Nem mastros com altas velas

Para bom navegar!

Não,

Não me podem chamar navio,

Sou só casca de noz

A navegar num mar de terra
Onde no seu pó se enterra.

 

Se me quereis chamar navio,

Então pegai num casco e num mastro,

Içai uma vela

E acendam um pavio.

Então,

Talvez possais pôr-me a navegar

No mar da vossa imaginação,

À deriva!

Sem definido porto para aportar!

               Silvino Figueiredo

         (figas de saint Pierre de lá-buraque)

Publicada por Galeria Vieira Portuense em 04:08

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publicado por figas às 21:37
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Situação atmosférica

 

Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011

SITUAÇÃO ATMOSFÉRICA

 

 

SITUAÇÃO ATMOSFÉRICA
 
Vejo só cinzento
Carregado
Chuvoso
E chove mesmo!
Intenso!
Dia após dia
Sonhos vão nas enxurradas
Sem trovoadas
Com desejos tento afastar o cinzento
E ver o azul do firmamento
Mas quê?
Inventaram centenas de deuses
Milhares de santos
Eu bem peço
Mas chove a cântaros
Ouço prantos
A chuva é precisa nalguns dias
Mas não em tantos
Todos os dias mudo de camisa
Porque todas ficam encharcadas
E, se a chuva continuar
Fico de roupas sem mudas
Sem nada
Só com a pele nua e lisa
Na chuva a boiar de papo pró ar
Olhando o céu cinzento,
Mas, tentando olhar além dele
O azul no firmamento
Nem que seja d'olhos fechados!
Em sonhos
Vejo deuses e santos a chorar
Então, compreendo a razão de tanta chuva cair!
-"Porque chorais, seres divinais?
Vós,
Que sendo deuses e santos
Nunca cometeis nenhum deslize!"
 
"Pobre diabo!
Então, não vês que é devido à crise que está E à que há-de vir, Que não
podemos rir!
 
Daqui do alto,
Quanto nossa vista alcança,
Quanto veja,
Vemos que cai menos dinheiro na nossa bandeja, Por isso, estamos todos a
chorar, Por isso é que está tanta chuva a cair E não tarda darmos ordens
para trovejar"
 
"Mas, qual é o meu papel?"
Perguntei.
"Sofrer. E ficas, desde já, avisado,
Por toda a parte anunciado,
Que os milagres vão encarecer"
-"Quanto?"
"O que o Governo ou a Troika entender.
Eles, para se manterem fazem seus arranjos!
Nós,aqui, para as despesas do Céu;
Alimentação e lentes (para ver o que se passa) Também temos que fazer
arranjos Para manter o nível dos papos-de-anjo!
E se calhar, temos de chamar o Diabo
Para desenhar o plano das novas e taxas e impostos Celestiais sobre
rendimentos de trabalho e heranças.
Vocês, aí chamam aos diabos ministros das finanças.
Preparai-vos para sofrer,
Porque os milagres vão encarecer!
 
Deixai de ir aos restaurantes comer
E ide mais a missas.
Alimentai-vos de hóstias,
É preciso alimentar mais o espírito do que o corpo"
 
Acordei.
Deixei de estar de papo para o ar e pus-me rastejar.
Tinha começado a trovejar!

…………..xxxxxxxxx………..

Autor:Silvino Taveira Machado Figueiredo

(o figas de saint pierre de
lá-buraque) Gondomar

publicado por figas às 21:36
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Noite igualitária

 

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

NOITE  IGUALITÁRIA

 

NOITE IGUALITÁRIA

 

Eram três da madrugada,

Eu no meu quarto,

Naquela noite cerrada

Em pijama, deitado na cama,

Mas dormir? Dormir nada!

Então pensei que a noite tudo iguala:

Iguala o magala ao general,

O padre ao cardeal,

Na noite, réu e juiz têm igual nariz!

A noite não distingue ricos e pobres,

Quem têm medalhas dos canalhas,

Quem sobe e quem desce,

A noite tudo iguala quando sua sombra

Sobre tudo cresce,

E tudo o que no dia passa

À noite passa a passado

E passa ao escuro do nada,

Nem se vê cortinas floridas

Nas persianas corridas

Nem  pijama que vestimos!

Nem outros vêem o que sentimos!

A culpa é do sol,

Que tudo ilumina,

Mas, ao bater num homem,

De frente

Faz sombra a quem por trás,

Que também é gente!

 

O sol não é igual para todos,

Com ele faz-se contrastes,

Entre todos os trastes

Distingue-se um magala dum general

Um padre dum cardeal

Um governante do governado

O bem do mal

Os bons dos canalhas,

No peito vê-se o brilho das jóias

E das medalhas,

Mas, quando a noite cai tudo fica igual;

Tudo nivelado pelo escuro,

Não se vêem boas e más acções

E nem a vista vê condecorações!

Na noite é um facto que reina o tacto!

Mas é bom sentirmo-nos bem na noite;

Bom treino,

Porque, ao fim e ao cabo,

O Homem na eterna sombra tomba!

O problema, ao sol,

À luz do dia, é:

O Homem saber andar de pé!

………….xxxxxxxxxx…..

Autor : Silvino Figueiredo                                       

Figas de Saint Pierre de lá-buraque

 

Etiquetas: SILVINO FIGUEIREDO (O Figas)

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Portugal em marcha atrás

 

 

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

PORTUGAL EM MARCHA ATRÁS!

 

PORTUGAL EM MARCHA ATRÁS!

 

Ó Portugal Portugal,
que déstes grandes mundos ao Mundo,
mas que, no final,
só com teu pequeno Portugal ficaste,
porque tudo perdeste ou tudo gastaste,
a tal ponto,
que chegaste ao ponto de viver do emprestado!

Já tiveste poderio,
já tiveste honra,
agora só tens políticos,
que em desvario
só falam, falam,
bons políticos a prometer,
mas maus governantes de quase nada fazer!

Melhor é ler tua história
do passado,
que nos dá mais consolo,
do que a do presente, tolo,
e ignorar a do futuro,
que se augura desgraçado!

Portugal,
chegaste a um estado,
que ou inventas um novo Portugal
ou nova gente, porque,
a gente que agora tens em ti
não é tua, mas sim do FMI,
e o teu navegar no mar do futuro
não é por aí!

Tens tido tantos revezes
que tens cada vez mais menos Portugueses!
Ai Portugal Portugal!
Tua vida a andar para trás!

Para a frente quando andarás?


.....................xxxxxxxxxx.................. .....
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(figas de saint pierre de lá-buraque)
Gondomar

publicado por figas às 21:31
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Mesa vazia

Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

MESA VAZIA

 

 

MESA VAZIA

 

Deram uma mesa à poesia,

ofereceram-lhe boa comida

e, imaginem, bolos!... e até café!

 

Era suposto a poesia sentir alegria

com tão boa receção,

mas não!

 

Quando os sons da poesia,

começaram no ar a bailar,

eram sons em palavras de tristeza,

porque, a poesia sentia

que naquele dia,

em muita mesa, vazia,

faltava pão!

 

No final,

a poesia ficou triste com a ovação!

 

Bater palmas à tristeza e à falta de

pão?

Não.

 

Melhor seria silenciosa reflexão.

 

……..xxxxxxx…………

Autor:Silvino Figueiredo

(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

publicado por figas às 21:29
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Trinta por uma linha

 

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2011

TRINTA POR UMA LINHA

 

 

TRINTA POR UMA LINHA

 

Quem governa faz trinta por uma linha

e aos governados muita mossa,

começam com linha fininha

e acabam com corda grossa!

 

Quando para o governo vão

todos dizem ser bons rapazes,

mas no mercado da corrupção

de peixe enchem cabazes!

 

Dizem que não aumentam impostos,

mas aumentam!

 

Dizem que não cortam nos subsídios,

mas cortam

e vezes amiúde “tratam-nos da saúde”!

Parecer bons rapazes bem tentam,

e quando vão à televisão

que bem que falam e se ostentam

e pensam que o povo se ilude!

 

Fazem trinta por uma linha,

ao povo fazem grande mossa,

começam com linha fininha

mas acabam com corda grossa

para ao povo dar nó, apertado,

e aguardar que um realizador possa

fazer o filme dum povo enforcado!

……….xxxxxxxx……………

Silvino Figueiredo

(o Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque)

publicado por figas às 21:27
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