Sábado, 28 de Setembro de 2013

Catálogo

Catálogo
 
Tenho imagens de mamar
Tenho imagens de carinho
Tenho fotos de brincar
E fins de tempos de menino!
 
Tenho imagens de adolescência
De muitas brincadeiras no mato
Que me formaram a consciência
Para no mundo ficar apto!
 
Tenho imagens de namoros
E tive um produto final:
Términus de indecoros
Em vida de amor normal!
 
Neste catálogo de imagens
De sentimentos coletânea
Tenho recordações de viagens
Além minha Lusitânia!
 
Não tenho fotos de ilusões
Porque ilusões nunca tive!
Desde ditaduras a eleições
Na mentira sempre se vive!
 
Nada de mim posso oferecer
Nada de mim é destacável
Partes fazem todo o meu ser
E só no todo sou viável!
………xxxx………
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
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publicado por figas às 17:08
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Nunca houve tanta e tanto!

Nunca houve tanta gente!

Nunca houve tanto dinheiro
E tanta usura!

Nunca houve tanta tecnologia!
Tanta poesia!
Nunca houve tanta pintura!

Nunca ouve tanta música,
Tantas partituras,
Tantas sinfonias!

Nunca houve tantos artistas
E fadistas!

Nunca houve tantos concertos!

Nunca houve tantas férias!
Tanto descanso!

Nunca houve tanta obesidade!,
Tanta publicidade!

Nunca houve tanta democracia!
Nunca houve tanto tanso!
Nunca houve tanta televisão!
Tanta participação na poluição!
………..xxxxxxx………….
Autor: Silvino Figueiredo
Gondomar
 
  Denunciar ao Moderador   89.154.29.145
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publicado por figas às 17:06
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A importância da matéria!

A importância da matéria!

Se eu não tivesse olhos não via!
Se não tivesse mãos não tateava
Nem escrevia!

Se não tivesse ouvidos não ouvia!
Se não tivesse olfato não olfatava!
Se não tivesse pernas não andava nem corria!
Se não tivesse boca não comia!

Aqui chegado,
Sinto algo, esquisito!;
É pensar se quando como um bom naco de carne
é mesmo matéria da carne,
de vaca ou boi um bocado do seu espírito!

Quem ama,
Ama a carne ou o espírito?!
Esquisito!

Mas, que coisa banal;
É quando vemos uma boa miúda
E dizemos:
“Ah, que bom material”

Quer-se lá saber do espírito!
Esquisito!
………………xxxxxxxxxxxxxx……………………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar-PORTUGAL
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publicado por figas às 17:03
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Névoa

NÉVOA

Duma névoa,
Do céu do tempo infinito,
Surgiu um vulto
Perante os presentes,
Também já de névoas saídos
E a si parecidos!

O vulto tinha um letreiro na testa:
“Poeta”!

Vinha montado numa égua de palavras
Que foram aladas,

Recitadas,
Escouceadas,
Dizendo que da névoa, donde vinha,
Era para lembrar, aos animais racionais
Que as névoas são disformes;
Como as de todos os homens!
E que a eles

Não se aplica a verdade matemática;
De que:
"a soma dos quadrados dos analfabetos

é igual à ciência do quadrado da hipotenusa."

Não, o poeta; um noesis,
Disse que o conhecimento

aumenta quando  à névoa se eleva!

Depois, o poeta,

Na égua das palavras montado,
Foi-se embora!

E agora névoas?
………………….xxxxxxxxxxxxx…………
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
Gondomar

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publicado por figas às 17:02
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Variações

Variações!

Num poema está tudo,
Mesmo não estando nada!
Nele a plenitude do sentir;
Do sofrer, do amar
Do odiar,
Da proximidade,
Da saudade,
Da frustração,,
Da exaltação,
Da crítica,
Do onírico,
Do satírico.
Tudo, num poema,
Embora nem sempre na medida certa,
Porém,
No poema nunca está o poeta,
Sempre em parte incerta,
Buscando o tudo,
Sendo nada!
............xxxxxxxxxxxxx....
Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

Gondomar

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publicado por figas às 16:26
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Teus olhos; doces

Meu amor,
meu amor,
que se meu amor não fosses,
haveria sempre de lamentar
a perda de teus olhos doces!
...............xxxxxxxxxx...........
Autor:
Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque

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publicado por figas às 16:01
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Par feliz


Não sei prque me quiseste,
não sei porque te quis,
sei que quando apareceste
fizemos um par feliz!
.........xxxxxxxxxx........
Autor: Silvino Figuiredo
Gondomar
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publicado por figas às 16:00
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O sangue que em mim corre!


O sangue que em mim corre,
toda a noite, todo o dia,
é sangue que nunca morre;
é sangue de poesia,
e, como se sabe:
a poesia nunca morre!
mesmo quando sai
do corpo, onde corre
e parte, em liberdade!
...........xxxxxxxxxxx..............
Autor:Silvino Figueiredo
Gondomar
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publicado por figas às 15:59
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Flor forte!

Há sempre uma flor forte
que nasce dum solo fraco!
como vida nasce da morte,
como no deserto flor de cato!
.........xxxxxxxxxxx...............
Autor:Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque
Gondomar

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publicado por figas às 15:58
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O ar que tu consomes!

O ar, que tu consomes
Quando abres a boca
Ou que te entra pelo nariz
É parte que comes;
A parte que te toca;
Para te dar um ar feliz!
.............xxxxxxxxxxx.......
Silvino Figueiredo
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publicado por figas às 15:54
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