Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

MUTAÇÕES

MUTAÇÕES

Vivemos anos num dia
Crescemos ainda pequenos
Querendo ter a alegria
De ver o que não vemos

Dia a dia se faz um ano
Tempo novo velho se faz
O tempo desfaz o engano
De se pensar voltar atrás

Não se regressa ao útero da mãe
Não mais se entra donde se vem
Não mais a juventude de alguém
Regressa à velhice que tem

Corremos e crescemos
Corremos
E até saltamos
Mas só no final do caminho
É que sabemos se chegamos
.............xxxxxxxxxxxxxxxxx............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
figariano@sapo.pt
figas de saint pierre de lá-buraque
DR/SPA nº 15727
Gondomar-PORTUGA
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publicado por figas às 17:27
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À ESPERA DUM TIRO

À ESPERA DUM TIRO

Sento-me
Levanto-me
Estou inquieto
Não estou em nenhum lado
Não estou sossegado
Em mim estou refugiado

Sento-me
Vejo televisão
Só vejo notícias sobre o Afeganistão

Leio jornais
Notícias sobre o Afeganistão!

Oiço a rádio
Notícias sobre o Afeganistão
Iraque e Irão
Guerra
Confusão é o que está a dar

Não faltam analistas militares
Análises diplomáticas
Jogos de alianças
Etc, etc!

Continuo inquieto,
Inquietos olhares das crianças

Em mim estou refugiado

Do que se passa não me admiro
Pois que o Homem
Há milhares de anos que isto faz
Vai fazendo guerra enquanto prega paz

Embora em mim refugiado
Estou inquieto
Não estou sossegado

Já descobri
Não me admiro
Eu também estou à espera de levar um tiro

Depois ficarei em paz
Outros
Vivos cá ficarão
A outros explicarão porquê
De como a guerra se faz a bem da paz

Pum
Já está
...............xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx..............
autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
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publicado por figas às 17:24
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ARDENDO

ARDENDO

Subo
Subo e escrevo
Devagar
Devagaar devagaariiinho no azul do céu
Inocentemente
Mas logo estrelas me perguntam
Com voz forte
Quem és tu?

Minha voz
Tremelicando responde
Eu
Eu sou estrela cadente
Logo caio na terra
Novamente
Ardendo disfarçadamente
Tentando chegar ao céu
E agarrar-me às estralas
Firmemente
............xxxxxxxxxxxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
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publicado por figas às 17:22
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AUTO-ESTRADA

AUTO-ESTRADA

Lanço-me à escrita
Estrita do meu pensar
Outra coisa não podia ser
Porque por mim
Ninguém pode falar

Quando falo ou escrevo
Queria que fosse máquina de auto-estradas
Mas sinto-me quase só abro quelhas
Sem saídas
Que levam a nadas

A minha escrita
Atem-se à matéria estrita de abrir novos caminhos
Porque
Em abrindo novas pistas
Abrem-se novos destinos

Quando minha mãe
De novo se abriu e me pariu
Nasci para novos caminhos percorrer

Ninguém por mim os percorre
Ninguém por mim os vive
Ninguém por mim morre

Só eu por mim posso viver
Abrindo caminho
Para novo caminho nascer
...............xxxxxxxxxxxxxxxx.............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
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publicado por figas às 17:21
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A grandeza da ignorância

A GRANDEZA DA IGNORÂNCIA

Quem sabe
Passa a vida
A aprender a grandeza da sua ignorância

Quem passa a vida sem nada querer saber
A Deus dá importância
E passa a vida a rezar
Para saber a "Verdade"
Sem mais querer saber!

Mas certo certo
É que todo o mundo
Pensando que tudo sabe
É do Universo analfabeto
...........xxxxxxxxxxxxxxxxx.................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
figas de saint pierre de lá-buraque
figariano@sapo.pt
DR/SPA Nº 15727
Gondomar-PORTUGAL


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publicado por figas às 17:20
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AFASTO-ME

AFASTO-ME

Afasto-me dos poetas que
Pegam em fios d algodão
E tecem
Com intenção
Rimas a metro
Com palavras obtusas
Confusas
Difusas!

Que importa
O quE importa é que dê certo!

Afasto-me dos poetas
Que violam palavras
fazendo-as parir insignificâncias!
Na importância das consonâncias

Afasto-me dos poetas
Que conhecem auroras das manhãs
Mas nunca sobem ao zénite do meio-dia

Afasto-me
Não quero ser contaminado
Mas é difícil
Afinal
Há poesia
Com palavras vãs em todo o lado

Afasto-me
.............xxxxxxxxxxxxxxxx............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

CEGUINHO

CEGUINHO

Ai

Se não houvesse noite
Não se veriam as estrelas

Ai

Se não houvesse noite
Não Haveria luar

 

Ai

Se não houvesse noite
O dia não teria irmã

Ai Se não houvesse noite
Não Haveria aurora em cada manhã

A noite
Embora pareça contradição
Dá luz às estrelas
E ao luar clarão para corpos se amarem em paixão

Noite
Mesmo negra noite
É quando de dia
Não vejo olhos do meu amor por mim a brilhar

Então sim
Fica noite

Só noite

Tudo é escuridão

Sem aurora
Mesmo com estrelas a brilhar
Mesmo com lua e seu luar

 

Que me interessam no céu seus brilhos
Se não tiver a luz do meu amor a brilhar
Guiando-me em amorosos trilhos?

Amor
Tu sempre me cegas
Fico mesmo ceguinho

Quando teu olhar me negas

Então
O claro dia se transforma em trevas
E fico às cegas
.............xxxxxxxxxxxx...........
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
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NA BOLEIA DO SONHO

NA BOLEIA DO SONHO

Alheio-me de que existo
Quase que não me sinto
Sou volátil no meu andar portátil
Serei ilha Continente ou rio corrente
Não sei
Em mim próprio não confio
Porque é verdade que
Homem forte se torna covarde

Por aí
Muito estupor a fingir de bom Abade
Mas há muitos dez reis-de-boa-gente
Valentes

E que de si dão metade

Ninguém se faz

Nasce-se já feito

Eu não sei o que sou nem para onde vou

À minha frente vejo muitos caminhos

Sem sinais
Com o piso muito estragado

As boas estradas cobram portagem
Nos maus caminhos má é a viagem
Dá cabo do corpo

E da carruagem

Decido não viajar
Prefiro embarcar na boleia do sonho
Para a todo o lado chegar
Sem me cansarSem nada pagar

Um dia

Talvez
Hei-de chegar a saber
Qual o caminho a tomar antes de partir
Talvez

O que me irrita é ter de pagar
sem ter a certeza de lá chegar
Sem garantias
Do sonho não acordar
............xxxxxxxxxxxxxxx.............
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
figas de saint pierre de lá-buraque
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MEL JÁ FEITO BZZZZZ

MEL JÁ FEITO BZZZZZ

Bzzzz.........Bzzzzzz
Bzzzzz.........Bzzzzzzzz

Horas e horas

A eito
Voa minha abelha de flor em flor
Mas que sorte
Ter encontrado mel já feito no favo do meu amor

Que bom
Mel e amor ter sempre pronto para comer e lamber
Bzzzzzz.....bzzzzzz

Todo o trabalho que tenho

No meu voar
É tentar minha abelha
Meu favo de mel e de amor guardar
Bzzzzzzzzz.........bzzzzzzzzzz
Bzzzzzzzzzzz.........bzzzzzzzzzz
...........xxxxxxxxxx................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
(o figas de saint pierre de lá-buraque)
figariano@sapo.pt
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Gondomar-PORT

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publicado por figas às 17:05
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Amália; voz de Portugal

AMÁLIA VOZ DE PORTUGAL

Camões cantou

Em cantos
Os descobrimentos
E a gesta portuguesa

Camões
Alma

Espírito

Poesia de Portugal
Em que nos revemos

Desde nossos tetra-avós
Mas

Se Camões é a alma nacional
Amália é de Portugal a voz

Calou-se Amália

Seu corpo foi-se
Mas Certo que ficou em nós seu eco
Na Alma de toda a terra
Que forma a grande Portugália
..........xxxxxxxxxxxx..................
Autor: Silvino Taveira Machado Figueiredo
figas de saint pierre de lá-buraque
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